quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Da Felicidade.



É feliz quem conhece a felicidade das pequenas coisas.

É a felicidade que dança diante dos meus olhos, cada dia, me convidando a sorrir. A felicidade é uma formiguinha, que se esconde atrás de uma xícara de açúcar ou mel; não a vejo, mas sei que está ali - andando, indiscreta, enquanto eu a procuro. A felicidade é a brisa que beija o meu rosto mesmo quando não percebo; ela é o sol que aquece minha pele mesmo se não me dou conta.

A felicidade me faz cócegas vez ou outra, quando rio sem saber por quê. É a felicidade que sussurra nos meus ouvidos o seu nome, e assim me faz tremer de alegria por lembrar de você. É a felicidade que se mostra no céu azul, no dia ensolarado em que só prestei atenção no fim da tarde. Ela está lá, nas formas harmoniosas da cidade e na delicadeza da grama; ela está lá, no cheiro de chuva e no brilho do sol.

É a felicidade que encontro no frescor de prender os cabelos, no sabor de um doce feito pela mãe. É a felicidade que fala na voz dos elogios, na doçura da saudade, no bater dos corações. É a felicidade que toca a minha pele, num abraço e num sorriso, numa dança que não para. É a felicidade que me segue pela rua, quando eu mal vejo os caminhos - mas recordo o brilho dos seus olhos.

A felicidade vem ao meu encontro quando faço algo de bom; me preenche e me ilumina, e me impulsiona a fazer mais. É ela quem abre os olhos de quem os tinha fechados, e faz ver que há quem precise do amor que eles têm para dar.
A felicidade! Todos dizem que a procuram, mas se tivessem um pouquinho de atenção já a veriam...! Ali, esperando! Podemos sentir seu cheiro, ouvir seu som, senti-la dançar. Ela nos convida, nos chama, sonda cada um dos nossos passos; mesmo quando não a queremos, mesmo quando ela parece distante. A felicidade tem o gosto do açúcar, o som da música, a harmonia de uma bailarina. Ela tem graça e delicadeza, basta deixá-la entrar.
É a felicidade como uma borboleta: enquanto todos a procuram, ela pousa sobre o ombro de qualquer sonhador distraído.



Um comentário:

  1. Tomara que ela pouse no meu ombro. Na verdade, já pousou no dia em que você nasceu!

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